coronavírus

Variantes do vírus no Estado não têm relação com pacientes do Norte

Uma apreensão causada pela transferência dos pacientes de Manaus é a variante P.1, que agravou o quadro da Covid-19 no Amazonas. Porém, um estudo do governo estadual em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que das 12 linhagens do coronavírus encontradas no Rio Grande do Sul, nenhuma é a P.1.

O QUE SÃO LINHAGENS

  • Linhagens são mutações de organismos
  • No caso de vírus, capacidade de dispersão, infecção ou na gravidade da doença não mudam
  • Porém, o vírus pode se tornar mais transmissível ou mais mortal
  • O Rio Grande do Sul é o terceiro Estado com mais linhagens (atrás de São Paulo e Rio de Janeiro)
  • Nenhuma delas, contudo, é a P.1, que causou o agravamento de casos no Estado do Amazonas

Fonte: Fiocruz

A publicação é de 1º de fevereiro. O chamado "boletim genômico" é monitorado pela Vigilância Genômica do Estado. Foram enviadas 200 amostras do Estado para a Rede Genômica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que faz a análise. Já foram identificadas 12 linhagens diferentes, o que coloca o Rio Grande do Sul como terceiro Estado com mais variantes, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.

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O entendimento da Secretaria Estadual da Saúde (SES) é que o contágio vai acontecer, mas que a chegada dos amazonenses representa o menor dos riscos, já que eles ficam isolados, e a equipe, paramentada com macacões isolantes e proteção facial.

O diretor de Regulação da SES, Eduardo Elsade, reforça que os protocolos seguidos para o transporte dos infectados são de "absoluta biossegurança". Mesmo que seja impossível o risco zero, ele defende que a vinda não será responsável pelo contágio.

- O Brasil não tem fronteiras fechadas. A nova variante vai circular aqui, mas não será por isso. Todos saem da aeronave para ambulâncias e para o hospital. Eles só deixam o hospital quando não estiverem mais contaminantes - explica.

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Na terça, os 15 pacientes que chegaram em Santa Maria tiveram material genético coletado para teste RT-PCR. A coleta também é enviada para o Hospital de Clínicas, em Porto Alegre, onde é feito o sequenciamento do vírus. Isso é o que identifica se há nova linhagem do coronavírus.

PROTOCOLOS
De acordo com Elsade, tanto em Santa Maria quanto em Canoas e Porto Alegre (que também receberam pacientes do Norte), as equipes, por vezes, se dividem entre os enfermos locais e os de fora. Porém, o chefe de regulação defende que os protocolos de proteção garantem o isolamento.

- Em parte, são equipes exclusivas, mas o mais importante é que estão paramentados sempre - argumenta.

Os equipamentos que fizeram os profissionais parecerem astronautas no recebimento dos pacientes (macacão e proteção facial) são os mesmos utilizados nas alas Covid dos hospitais. A paramentação precisa ser trocada entre cada paciente para evitar contaminação entre eles.

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A principal diferença na operação de transferência em Santa Maria é que vieram mais pacientes para uma única cidade, já que, na Região Metropolitana, foram nove encaminhados a Canoas, e oito a Porto Alegre.

- Precisamos de máxima agilidade e eficiência, porque foi uma operação grande e delicada. Teve que ser no menor intervalo de tempo possível, também para liberar as ambulâncias - conta o diretor técnico do Hospital Regional, Mery Martins Neto.

Para o médico Ronaldo Hallal, do Comitê de Covid-19 da Sociedade Riograndense de Infectologia, o risco de contaminação de outras variantes é baixo. Hallal considera que a situação dos Estados do Norte servem de alerta, já que as medidas de isolamento não foram bem adotadas. Para ele, a circulação de variantes no próprio Rio Grande do Sul, por si só, já representa risco de diferentes contaminações.

- Mais importante é auxiliar os outros Estados. A viagem e o estresse são o pior, pois os pacientes precisam se tratar fora do local de vida, o que gera angústias - diz.

*Colaborou Leonardo Catto

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